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An open window towards Istanbul

Em A Cismar... em 3 de Maio de 2012 às 3:08 PM

Istambul mais que uma bela paisagem ou um simples destino turístico é uma cidade a ser descoberta – onde o velho e o novo mundo se encontram, um intercalar entre o Ocidente e o Oriente.

Istambul é feita de cores, odores e movimento. É uma das metrópoles mais completas do mundo em termos de diversidade cultural e riqueza histórica. Trata-se de um dos principais centros culturais, comerciais, industriais e turísticos da Turquia.

O enredo desta cidade foi escrito ao longo dos séculos: entre histórias de sultões do tempo de grandes impérios entre o Otomano e o Romano do Oriente, a movimentos revolucionários pela honrosa Independência trazidos pelo herói nacional Mustafa Kemal Atatürk, até à sua aproximação e desejo contemporâneo de ocidentalização.

A sua História continua viva e espelhada no rosto do seu povo, nas tradições que perduram e nas velhas mesquitas e monumentos que a ornamentam. A Constantinopla que outrora fora, mantém-se viva e mais encantadora que nunca.

A quem é dada a oportunidade de sentir Istambul, guarda o segredo de uma experiência única. Namorar Istambul assemelha-se a um relacionamento apaixonante que se intensifica com o tempo e com o entusiasmo da descoberta. Quem a visita é raro sofrer de arrependimento, a não ser o de não poder saborear Istambul por mais tempo.

Para conhecer bem uma cidade há que se perder dentro dela, só assim se pode desvendar o verdadeiro encanto que existe no seu interior. A viagem dentro desta cidade inicia-se sempre numa constante confusão de passos. Porém, há que aprender a saborear calmamente o caos, e entre a agitação que nos rodeia aproveitar para sentir o aroma dos velhos bazares, das ‘spicy shops’, do fumo proveniente dos narguilés e inspirar a atmosfera salgada que a corrente do Bósforo arrasta pelo ar. Isto tudo enquanto se bebe mais um típico çay preto servido nos pequenos copos em forma de túlipa, e se lançam os dados para mais um jogo de tavlas.

A rotineira chamada religiosa que ecoa pela cidade vinda das centenas de minaretes das antigas mesquitas relembra-nos onde estamos, despertando-nos para o começo de um novo dia e rito. Percorrendo as ruelas laterais desta cidade, principalmente perto da İstiklal Caddesi, encontra-se o sabor de outros tempos guardado ora atrás de vitrinas empoeiradas de antiquários, ora empilhado em velhas malas de viagem (verdadeiras suitcases of memories) repletas de fotografias e imagens envelhecidas de pessoas, lugares e realidades passadas que se podem adquirir em troca de poucas liras turcas.

Se há cidades que nunca dormem Istambul é sem dúvida uma delas. A oferta diurna é tanta quanto a nocturna: quando a noite cai os velhos prédios do centro da cidade enchem-se e preenchem a agitação que poderia faltar depois do sol se pôr, oferecendo em cada um dos seus múltiplos pisos diversos bares que transbordam de um ambientalismo de cruzamento oriental, ocidental e cosmopolita.

Alguns pontos nocturnos atractivos e os quais não podem passar despercebidos a qualquer jovem turista são: os diversos cafés de Narguilé; o Araf bar com música ao vivo aos domingos; a Kooperatif com constantes jam sessions; o Hawai que no seu 3º e último piso esconde um bar de blues com uma decoração e ambiente fantásticos; o Eski beyrut e o Beat – pontos habituais para qualquer estudante de Erasmus e visitante mais mundano.

Istambul não é só o destino estigmatizado de um mundo muçulmano repleto de mesquitas, véus, kebap e de desordem. Há muito para se ver e viver nesta grande metrópole. O seu fascínio está disperso por todas as suas paisagens, os seus cheiros, os múltiplos paladares que oferece e as suas gentes. Para além das zonas mais turísticas como Ortaköy, Taksim, Eminönü e Sultanahment, Istambul esconde no seu lado asiático um ambiente mais distinto e de certa forma sereno, como o que se pode encontrar nos distritos de Üsküdar ou Kadiköy e claro, nas formosas Ilhas Príncipe.

Para quem tiver a possibilidade de visitar este burgo, apelidado no passado de Bizâncio, vai decerto conhecer a amabilidade e a perspicácia turca, e guardará para si um orbe nostálgico repleto de recordações, histórias e saudades. Aqui fica algo que mais que uma sugestão, ou uma ‘travel review’ trata-se da história de como alguém se pode vir a apaixonar pela velha Constantinopla. 

Deixemo nos de histórias de amor

Em A Cismar... em 1 de Maio de 2012 às 3:36 PM

Não sou das românticas, nunca fui. Certo é que também já fui menos, lá consegui fazer uns quantos (pequenos) progressos.

As histórias de amor são bonitas e calorosas de se ler ou ver em filmes hollywoodescos, mas não nos deixemos cair em falácias no que diz respeito ao campo amoroso!

Díficil é criar ou fomentar uma história de amor, e mais árdua tarefa é a de lhe dar continuidade! Já repararam como as bonitas histórias de amor que percorrem a nossa imaginação e infância à base da Disney deixam muito por contar?

Ora pois que não ficava nada bem contar como a bela adormecida, ou a branca de neve e  seus respectivos príncipes tiveram uma vida desgraçada depois do suposto “happy ending” que fica por desenvolver… Não existem finais felizes, existem sim finais infelizes ou assim-assim com pequenas felicidades lá pelo meio que ajudam a alimentar a história de amor por mais ou menos perfeita que ela seja.

Não sou anti-romance, só não gosto é de me deixar levar nas imagens pré-concebidas do que é suposto ser o amor e como este deve proceder. Todos nós sabemos que a vida nem sempre é easy-going e que para fazer durar uma história de amor não basta o sentimento. Nem tudo é como deve ser. Por isso meninas e meninos, não se torturem por a vossa amorosa não ser um “mar de rosas” que supostamente o verdadeiro amor faz pintar/aspirar. Não é por terem uns quantos e ocasionais obstáculos acrescentados à vossa história que a faz perder o valor ou veracidade.

Deixemo nos então de histórias de amor e fiquemos pela imperfeição que nos foi dada. Sejam felizes – com ou sem o tal “happy ending” que as histórias romanescas nos fazem desejar.

A new post!

Em A Cismar... em 16 de Agosto de 2011 às 8:34 PM

This is all I can see now …

 

 

 

 

 

 

 

 

Istanbul.

(september 8th – ?)


(prometo novas entradas  e um remake do blog! brevemente, brevemeente)