Haja coragem.

Haja coragem para enfrentar estes dias fastiosos, este mar de incerteza e sem futuro em que vivemos. Haja coragem para não desvanecer.
Para mim os tempos passados, de um Portugal aventuroso pelos bravios caminhos marítimos estão ultrapassados. Não vale a pena viver do passado se é no presente que crescem os nossos dias, e é para o futuro que nós caminhamos. É preciso ter atenção em quem nos quer implantar sentimentos de saudosismo de velhos tempos (ultra) passados. Quem o faz sabe muito bem o que tenciona. Criar distracções no presente com velhas histórias de tempos de glória é algo que deve ser sempre de desconfiar. O que há de tão errado no presente que não nos queiram deixar observar? Nós sabemos bem tudo o que se passa. Chamam-lhe de crise, de regressão, de más políticas (de maus políticos). Eu sou das pessoas que gostam de chamar as coisas pelo nome. Se a nossa vida é feita das escolhas por nós adoptadas, assim também o é este presente. Somando o negro percurso de longos (e penosos) anos de más opções e acções tomadas, o resultado que se apura é esta actualidade sem grandes fundos.
Se gerir o país é similar a gerir uma casa, acho que temos muitos maus senhorios.
É tão português o fado como os “remendos”. Aqui não se previne, só se remedeia – podia ser este o slogan de Portugal. Bem sei que não é muito apelativo, mas pelo menos é verdadeiro.

 

 

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