Conclusões. (IV)

No expectations.

Mais vale esperar nada, do que esperar demais. Devia ser este o mote para muitas das coisas com que nos preocupamos, que nos mordem por dentro. Não nego que umas quantas expectativas não sejam bem-vindas e que levem a caminhos desejados, mas na sua maioria as expectativas acabam por pesar e complicar. Não me venham com a história de “que quem espera sempre alcança”, porque eu sei também “que quem espera desespera”. E é de facto isto que acontece na maioria das vezes. Quando implantada uma expectativa em quer que seja, ela automaticamente parece que se procria, multiplica-se e larga-nos num mundo de “Ses”. E “se” aquilo acontece, e “se” aquilo não acontece. E “se” vale o esforço, e “se”, e “se”…! Basta. Umas quantas expectativas saudáveis não quebram ninguém, mas também há que saber onde as depositar. Sejam coerentes nas vossas escolhas. Expectativas só mesmo nas acções que dependem de vocês, porque caso contrário (e muito provavelmente) acabarão por se desiludir. Quando as expectativas que depositamos não se demonstram por ser as que mais aguardávamos, isso só nos leva a um caminho: regret and disappointments.
Expectativas depositadas em terceiros dependem muito mais desses terceiros do que de nós, por isso mais vale continuarmos no nosso caminho e não esperar grande coisa de ninguém (salvo raras excepções).

 

 

 

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2 thoughts on “Conclusões. (IV)

  1. A minha questão neste texto debate-se com a existência de expectativas (porque defacto não as nego), mas também sobre a sua graduação e onde elas são depositadas. Concordo que seja quase impossível não criar expectativas ao longo do nosso caminho, contudo alerto para os perigos inerentes à sua criação. Do meu ponto de vista as expectativas podem ser elevadas, ou não. Qualquer um de nós cria expectativas e ao atribuír-lhe mais ou menos importância vai dar-lhe, igualmente, uma escala de valor. A minha medíocre solução, mas que me serve perfeitamente, é a de não depositar demasiadas expectativas em quer que seja. Mas atenção, que eu também disse “salvo raras excepções”, ou seja, não nego completamente as expectativas. Tudo isto caminha um pouco no sentido da sua última ideia: “(…)temos é de saber em quem depositar”, contudo muito cuidado pois qualquer pessoa é falível, muito cuidadinho! Seja como for, tudo isto não passa de pontos de vista. Você com o seu, eu com o meu. A vida lá continua…

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  2. Cara J.,

    Tendo lido com muita atenção o seu texto, surgiram-me algumas dúvidas. Sendo o Homem um ser social, e tendo necessidade de socializar (passo a redundância) como é possível não criar expectativas em relação aos outros? A partir do momento, em que somos obrigados, forçados,etc… chamalhe o que quiseres, a conviver com outros seres, como será possível não criar a mínima das expectativas? Ou se criam expectativas ou não. Não se criam altas ou baixas (altas = ilusões/tentativa de compensar traumas baixas = medo de sofrer), criam-se expectativas, apenas isso. A questão não passa por criar muitas ou poucas expectativas, a questão recai nas pessoas em quem criamos as expectativas… Não temos de escolher se depositamos expectativas altas ou baixas, temos é de saber em quem depositar. Basta apenas saber escolher as pessoas.

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