Esta é a história da banalidade.

Banalidade não tinha sobrenome, vivia preenchendo os dias de quem a recebia de braços abertos.

Banalidade não gostava de excentricidade, de intelectualidades, nem de momentos eruditos. Filha de pais mesquinhos nunca aprendeu a almejar por grandes planos.

Banalidade foi desde cedo famosa e por muitos apreciada.

Amigos de alfinete de peito podia contar com três: a preguiça, o medo e o desinteresse.

Casou-se ainda nova com um tipo banal qualquer, teve uma filha de nome comum.

Nasceu, viveu e morreu.

Banalidade nunca foi esquecida e por muitos continua a ser a melhor vida que alguém pode querer ter.

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