Aquela coisa que não mata mas mói.

Sabem aquela coisa que não mata mas mói?  Sim, aquela sensação de estarmos a dar as cartas todas e no fim parece que só nos saem 2 de copas?

O pessoal almeja o rei, ou a dama – conforme o gosto. Às vezes ficamos com o valete e parece estar tudo a apontar para um bom jogo, até que pumba, acordamos e levamos com a palha toda.

…estou a ver que nesta altura já estão um pouco perdidos na metáfora reles de quem pouco percebe da bisca ou da sueca. Ora bem, falava aqui em amores, relações e cenários que tais.

Ninguém mete-se numa a pensar cravos e espinhos. Aqui a malta vai e se vai mesmo com tudo! Logo naquela do “agora é que vai ser!”, “nunca mais falho. Já aprendi!”.

‘Tá bem…

Eu confesso-me: tenho ar de ser uma rapariga amorosa, e até que sou…mas – e aí alto e pára o baile do engate-, não sou das românticas!  Justifico-me até com uma das expressões que já me apontaram: “tens os sentimentos de uma colher”, permito-me acrescentar isto no que toca a romantices. Não sou das que se derrete a receber flores, mas que até gosta de uma atitude carinhosa e criativa de vez em quando. Gosto de dar espaço,  porque acredito firmemente que não é por uma pessoa estar numa relação que se torna una com a outra metade. Somos dois seres à mesma, e nesse jogo do amor as regras mudam a variável da solidão mas só na medida em que as coisas tornam-se mais partilhadas em termos de aspirações para o futuro da própria relação.  Sou a favor da calma, espaço e respeito.

Exemplos:

Eles querem sair? Que saiam e se divirtam com os amigos! E se eu for não é para estar ali a fazer os outros a servir de vela.  Há que saber estar em todas as circunstâncias, seja sozinha ou a casal.

Sou recatada nos meus sentimentos amorosos e na forma de os exprimir publicamente. Mas não é por vergonha, é só porque sou assim. Sei lá,  não me façam perguntas difíceis…

Tenho a mania (para alguns) chata da independência. Gosto de fazer mil coisas, ir em todas as frentes, ter mais trabalho depois do trabalho e sim, acho que consigo fazer tudo sozinha ou não. (Até agora não tenho razões com que me queixar).

Com isto tudo a conclusão passou de um texto sobre o jogo do amor para a independência pessoal. Bem, tudo vai bater à mesma porta: há lá coisas que não matam mas moem…

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4 thoughts on “Aquela coisa que não mata mas mói.

  1. Oferecer flores quer dizer que não se tem imaginação nenhuma ou que se está maribando.
    Se fosse mulher e me dessem flores, ficava a pensar que o fulano não esteve para gastar mais que 5 segundos a pensar no que me oferecer.
    Uau ia mesmo sentir-me importante com o ramo de flores na mão :)

    Gostar

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