Heartbreaker – Uma viagem ao passado no presente

Treme o teu chão quando nele pisam os pés do passado.
Ele caminha na tua direcção, cruzam o enlaço daquilo que não acabou, o que já deveria estar por terminado.

Um passado de 1m 80, com sorriso malandro e toque de quem está mas não fica.

Ele entra, com a tua licença ou sem ela. Ele deixa-te sentir o que querias esquecer mas não consegues.
Ele vem para te deixar o ciúme do que já não é teu, mas de outro alguém.

Esse passado que pesa. Que se arrasta… Que deveria ser futuro, mas que o presente deixa como intermitente.

Ele entra. Ele quer. Ele deixa de o querer. Ele vai. Retorna. Mas deixa-te ter apenas o que ele acha que mereces. Nada mais, nada menos. Apenas um pequeno gosto do que era.

Uma viagem do passado. Um presente momentâneo. Um futuro sem ele.
Heartbreaker. Over, and over.

É pena. Podiam ser tanto.

 

 

A ouvir:

A importância de não se enganar a si mesmo

No amor, seja ele sobre outra pessoa ou sobre si mesmo, ninguém 
se deve enganar.

Existem dois pontos cruciais e que muitas vezes são descurados-
quer pela pessoa que é alvo do amor, como de quem o amor parte.

Essas duas premissas são:
- Não confundir carência com intimidade e/ou com real e contínuo 
interesse... e muito menos com amor;
-Tempo e espaço entre relações ou desamores é essencial. Não se 
deve cair no erro de tentar esquecer um amor com outro. Não é 
justo para ambas as partes.

Para os que questionam a minha suposta sabedoria sobre este 
assunto, a resposta é sim. Sim, aprendi pela percepção que retiro 
de casos de terceiros e também na primeira pessoa ao passar pelos 
dois lados possíveis desta barricada. E como tal digo outro sim 
para a pergunta que podem fazer a seguir - sim, as premissas 
funcionam.

Sobretudo, não enganem os outros e vocês próprios. Não apostem 
tudo se não têm para dar. Vão criar expectativas que acabarão 
por terra caídas.

signature

Quanto de ti vais dar ao mundo?

Vais guardar-te para a altura certa, mesmo que esta não pareça chegar?

Vais optar por ficar estática(/o) à espera do que não chega?

Não achas que podes mudar de vícios e de preguiças?

Sentes que não tens força ou algo de bom para dar?

Tenta. Vai em frente.

Sem vergonhas, vive. Vive na cara dos desamigos, da tristeza, do desdém. Mas não atrases o passo.

Quanto de ti vais dar ao teu mundo? Tudo, um pouco ou nada?

Valoriza-te. Põe de ti no mundo – (e ele vai retribuir de volta, não esperes e vê).

signature

Alguém que te faz tremer ao passar

Há em quase todos nós alguém que ao passar nos faz tremer: Ao passar no outro lado da estrada, no nosso pensamento, nas nossas mãos…

Esse alguém que guarda uma parte que será sempre intocável em nós e que muitos vão tentar alcançar, mas que nunca vão igualar – e não será porque não queremos largar, mas porque a presença foi demasiado forte e quase incomparável.

Escondemos e inventamos novos cenários que encobrem essa mazela e assim vamos conseguindo viver de mansinho. Com um olho no passado, um pé no presente e com uma réstia de esperança guardada sobre esse alguém para o futuro.

Não existem grandes soluções para largar essa figura que na penumbra de nós se esconde e que fica no lado oculto do coração. A conformidade neste campo é o caminho. Não se ultrapassa, apenas colocamos o som do seu tocar no nosso consciente um pouco mais baixo – quase como um mormorinho.

Claro que a vida continua porque não se resume só aos affairs do coração,  mas a lacuna continuará ali e apenas estancada o suficiente para nos acalmar.

“Foi alguém que te conheceu e que te faz tremer ao passar…porque nunca deixaste de amar”

Duas escolhas, apenas.

Quantas vezes bateste na mesma porta?

Quantas vezes essa porta abriu e o que encontraste foi mais do mesmo?

Quantas vezes vais tu continuar a bater nessa porta?

Tens duas opções: perder o rasto dessa porta e encontrar outra com uma madeira mais bonita e acolhedora  ou  continuar a viver na esperança que um dia essa porta abra e ao passar por ela encontres algo diferente.

Talvez um dia essa porta descubra que tu és a única mão que deve sempre bater sobre ela.

signature

Os imprevistos.

Não é a vida um conjunto de imprevistos? Ela avança com os bons e maus fortuitos que nos vão acontecendo.  Mesmo quando tentamos planear algo a imprevisibilidade disso se tornar realidade é tão incerta quanto o dia-a-dia.

Podemos tomar rotinas como certas, mas a qualquer segundo o previsto pode tomar proporções não traçadas.

E que tal acontecer algo ou conhecer alguém que tem tanto de imprevisto como de coincidência pela beleza de simplesmente surgir?

E que tal andar pelo caminho menos conhecido, pelo desconfortável. Ver o outro lado da moeda da nossa realidade? Dar um passo sem expectativas concretas, mas esperando pelo melhor.

E se mesmo assim com o imprevisto chegar algo não tão bom, talvez o melhor é aceitar que a imprevisibilidade pode ser madrasta e tanto nos dá como tira.

Aceitemos a imprevisibilidade como o facto de estarmos vivos.

signature

Descobri o que gostava de fazer para o resto da minha vida. E agora?

Dei por mim feliz numa aventura daquelas que nos mudam a vida, abrem os olhos e nos trocam as voltas.

Há precisamente um ano atrás eu aterrava na terra que viria ser minha por 1 mês e meio fisicamente,  mas para sempre ao nível do coração e mental: São Tomé e Príncipe.

Tenho a dizer-vos que durante os 6 meses antecedentes a esse tinha dado o meu melhor na construção de um sonho original de empreendedorismo social, numa área diferente da minha e com um público diferente ao que estava habituada a lidar.  Com duas pessoas fantásticas na equipa fui construindo um projecto para crianças com e sem necessidades educativas em 3 comunidades no interior da ilha.

Agora vocês dizem: mais uma daquelas sonhadoras, meio ingénuas com a mania de querer mudar o mundo, a achar que a vida é fácil e isto basta querer…

Hm, obrigada. Também já pensei nisso, mas não. Acredito na mudança, nas capacidades (boas ou más) das pessoas e acredito que mudar o mundo faz-se tocando num pouco do mundo dos outros – mesmos naqueles mundos completamente diferentes do nosso.

Sou uma sonhadora mas praticante. Daquelas que sabem que o trabalho tem de ser feito e que mesmo por vezes sem disposição sabe que o que tem de ser tem muita força.

E com isto tudo o que me fez escrever a frase que intitula este texto foi o percurso, não só desse voluntariado porque não foi o primeiro, mas sim de tudo o que já fiz até agora nesta minha tenra vida e que culminou na introspecção que essa oportunidade me proporcionou.

Uma pessoa caminha querendo encontrar nem que seja debaixo de uma pedra o sentido da vida, e foi sobre esse mesmo pensamento que me debrucei. Não,  não descobri, mas na humildade da minha descoberta vi que um dos sentidos, mesmo que não seja o final, terá que passar pela área da cooperação e desenvolvimento.

Ahhh – suspiro dizendo: e sabe tão bem quando achamos que encontramos um objectivo fixo no qual nos podemos concentrar e delinear a táctica da vida. Pois conseguido visualizar a meta, a trajectória até lá torna-se mais desafiante e inspiradora.

Agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar! …pela minha mudança e nossa.

signature


Para os que gostavam de ficar a conhecer um pouco mais do projecto:
https://m.facebook.com/crescersaotome
http://crescersaotome.wix.com/crescersaotome